PGA Tour mantém posição firme e rejeita proposta saudita de US$ 1,5 bilhão
O Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita não conseguiu avançar nas negociações para uma reunificação do golfe de elite, mesmo após oferecer um aporte de US$ 1,5 bilhão ao PGA Tour. A proposta previa concessões significativas por parte da principal entidade do golfe profissional nos Estados Unidos, mas foi rejeitada, deixando o esporte sem sinais concretos de reconciliação a poucos dias do primeiro torneio major da temporada.
Segundo fontes próximas ao caso, o PIF havia enviado uma carta ao PGA Tour na semana passada solicitando garantias de que o circuito LIV Golf — financiado pelos sauditas — pudesse continuar operando de forma independente. Além disso, o fundo exigia que seu governador, Yasir al-Rumayyan, assumisse o cargo de copresidente da PGA Tour Enterprises, entidade comercial criada em 2023 após o anúncio de um suposto acordo de paz entre os dois lados.
Em troca, o PIF prometia investir US$ 1,5 bilhão na PGA Tour Enterprises, igualando a quantia já prometida pelo grupo norte-americano Strategic Sports Group. O movimento era visto como uma tentativa saudita de garantir espaço institucional e manter o protagonismo da LIV no cenário global do golfe.
Contudo, a resposta do PGA Tour, enviada na última segunda-feira, foi clara: nenhuma das exigências foi aceita. Fontes familiarizadas com as negociações afirmam que a principal prioridade da organização norte-americana continua sendo a reunificação do golfe profissional, algo que dificilmente será alcançado enquanto a LIV Golf seguir atuando da forma como está.
A possível nomeação de Yasir al-Rumayyan para um cargo de destaque dentro da estrutura do PGA Tour também causa desconforto interno. Rumayyan é diretamente ligado à criação e ao financiamento da LIV, liga que tem atraído diversos jogadores de elite com contratos milionários e cuja existência foi responsável por uma grande cisão no universo do golfe.
Desde a fundação da LIV Golf, em meio a promessas de revolucionar o esporte com formatos alternativos e premiações elevadas, o PGA Tour tem enfrentado críticas, deserções e batalhas jurídicas. No entanto, a rejeição firme à proposta saudita pode indicar uma nova fase, em que a entidade se sente mais fortalecida após meses de turbulência e incertezas.
O futuro da unificação do golfe profissional permanece indefinido. Com os principais torneios do ano prestes a começar, a expectativa era de que houvesse avanços concretos nas tratativas. Porém, a negativa do PGA Tour às exigências do PIF indica que a distância entre os dois grupos segue considerável.
Enquanto isso, jogadores, patrocinadores e fãs do esporte acompanham atentos os desdobramentos, cientes de que uma possível fusão entre os circuitos poderia redefinir completamente o futuro do golfe mundial.