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05.05.2016

Quero?...Posso?.... Devo?...

QUERO ? ...     POSSO?...     DEVO?...
Por Professora Dra. Valéria Reani
 
E ENTÃO...
“Jogar lixo no chão, colar na prova, oferecer dinheiro em troca de algum benefício - todos esses são comportamentos que podem ser facilmente percebidos em nosso dia a dia, quase como se fossem situações corriqueiras e típicas da cultura brasileira.”

Perguntamos, eu e os Filósofo  Mario Sergio Cortella e Clóvis de Barros Filho
Mas de que maneira isso se reflete na formação de crianças e jovens?
A corrupção estaria mais próxima de nossa vida cotidiana do que gostaríamos de supor? 
Referimo-nos frequentemente aos políticos como profissionais antiéticos. Mas será que nós mesmos somos realmente tão éticos assim, ao ponto de poder tranquilamente atirar pedras nos telhados dos outros, ou temos o telhado de vidro? Primeiramente, precisamos entender o que significa a palavra ética.


O CONCEITO

Ética é proveniente do grego “ethos” que quer dizer modo de ser, caráter. Ou seja,  para uma pessoa ser considerada ética ela deve, acima de tudo, possuir um bom caráter, valores, princípios e ser exemplo em seu modo de ser. Tem a ver com moralidade, afinal, uma pessoa com boa índole preza pelos bons costumes, valores e pretende “andar na linha” sempre que possível.

ÉTICA NASCE COM O INDIVÍDUO?

Tenho plena consciência de que não é tão simples assim ser “certinho” o tempo todo, afinal tentações nos surgem a todo o momento. Porém acredito que é possível fazer a coisa certa se entendermos o final do processo. O que quero dizer com isso é que o caminho tortuoso pode ser o mais fácil (e na maioria das vezes ele é), mas, quando conseguimos atingir o sucesso através do procedimento mais longo, porém mais correto, essa conquista se torna muito mais prazerosa e duradoura.




A FALTA DE  ÉTICA
A falta de ética está nas atitudes mínimas. Para tudo tem um começo!
 
 
                          
                          
                          
 
NINGUÉM NASCE BOM, MAL, ÉTICO OU ANTIÉTICO
Ressalto que  ninguém nasce bom ou mal, ético ou antiético. Isso não é da natureza humana. Trata-se da personalidade, ou seja, é lapidada de acordo com os ensinamentos dos pais e parentes próximos quando criança.
Da mesma forma, um indivíduo que cresce dentro dos padrões ideais de comportamento pode, depois de certa idade, adquirir más condutas através do que observa no ambiente e sociedade em que está inserido. E o pior, há fatores que influenciam pessoas propensas a exercer procedimentos considerados ruins como, por exemplo, a não punição àqueles que andam fora da lei.

O QUE PENSAM OS FILOSOFOS?
Segundo alguns filósofos, nossas vontades e nossos desejos poderiam ser vistos como um barco à deriva, o qual flutuaria perdido no mar, o que sugere um caráter de inconstância. Essa mesma inconstância tornaria a vida social impossível se nós não tivéssemos alguns valores, princípios e regras que permitissem nossa vida em comum, pois teríamos um verdadeiro caos.  Logo, é necessário educar nossa vontade, recebendo uma educação (formação) racional, para que dessa forma possamos escolher de forma acertada entre o justo e o injusto, entre o certo e o errado.

DIFERENÇAS: MORAL, IMORAL, AMORAL , VALORES E PRINCÍPIOS
Primeiramente, o que é moral? É o que está “de acordo com os bons costumes e regras de conduta; conjunto de regras de conduta proposto por uma determinada doutrina ou inerente a uma determinada condição.” No mesmo dicionário, moral também é classificada como o “conjunto dos princípios da honestidade e do pudor”. Daí este termo ser tão utilizado em âmbito social, principalmente no político!
Imoral é tudo aquilo que contraria o que foi exposto acima a respeito da moral. Quando há falta de pudor, quando algo induz ao pecado, à indecência, há falta de moral, ou seja, há imoralidade.
Amoral é a pessoa que não tem senso do que seja moral, ética. A questão moral para este indivíduo é desconhecida, estranha e, portanto, não leva em consideração preceitos morais. É o caso, por exemplo, dos índios no tempo do descobrimento ou de uma sociedade, como a chinesa, que não vê o fato de matar meninas, a fim de controlar a natalidade, como algo mórbido e triste.

Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que determinam a forma como a pessoa ou organização se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio ambiente.
A palavra valor pode significar merecimento, talento, reputação, coragem e valentia. Assim, podemos afirmar que os valores humanos são valores morais que afetam a conduta das pessoas. Esses valores morais podem também ser considerados valores sociais e éticos, e constituem um conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.
Princípio pode ser entendido como aquilo que vem antes, começo, nascedouro. No linguajar popular é comum ser dito: fulano é uma pessoa de princípios! Este simples adjetivo dirigido a alguém, significa que determinada pessoa possui atributos morais e éticos que pautam a sua conduta como ser humano. Como se fossem linhas mestras, dentro das quais, alguém se move. Já aquela pessoa qualificada como - sem princípios – significa o mesmo que sem escrúpulos, ávida por locupletar-se a qualquer custo e por qualquer meio.
Desta forma, não é difícil perceber que os princípios têm uma função importante, sobretudo para a vida em sociedade. Se os princípios indicam no agir individual, determinados valores, ligados a um comportamento ético, justo e moralmente corretos, é certo que também estão ligados ao respeito às demais pessoas e vão ao encontro da propalada paz social.

ÉTICA NÃO É SINÔNIMO DE LEI
Ética não é sinônimo e nem está diretamente ligado à lei, apesar de os códigos e normas estipulados no Brasil e no mundo usarem a ética como princípios básicos. O ser humano vive em grupo e ao vivermos em grupo ou comunidade estamos sujeitos às regras, explícitas ou implícitas. As primeiras dizem respeito às orientações escritas, determinadas e “postas no papel”, já as segundas, são regras determinadas pelo grupo, de acordo com o ambiente, cultura e outros fatores. No dia-a-dia, elas nos norteiam para a boa convivência em sociedade, seja no trabalho, na sala de aula, no condomínio e até no churrasco final de semana.
Essas regras e práticas positivas são moldadas em um código moral e são importantes para que possamos viver em sociedade, fato que fortalece cada vez mais a coesão dos laços que garantem a solidariedade social. Do contrário, teríamos uma situação de caos, de luta de todos contra todos para o atendimento de nossos desejos.

1) QUERO ? ..... 2) POSSO?..... 3) DEVO?
 Cada integrante de um  grupo, tem seus princípios éticos que nos fazem refletir se o que queremos, devemos ou podemos ter ou realizar.
         
Nesse raciocínio do quero/devo/posso, o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella, conceitua ética como “um conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: (1) QUERO?; (2) POSSO?; (3) DEVO?”
Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero.
Essas questões são os nossos Dilemas Éticos, ou seja, escolhas indesejáveis ou desagradáveis relacionadas com um princípio ou uma prática moral. Passamos por isso sempre que temos uma decisão importante a tomar.
Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve, complementa Cortella

REFLEXÃO:
É verdade dizer que , na prática, ser ético,  não se trata de uma tarefa tão fácil, mas se todos pudessem realizar essa avaliação, simples do quero/devo/posso, com certeza nossos dias seriam melhores. Procuremos fazer uma auto avaliação para ser éticos nas nossas ações, para respeitando  os limites do próximo, e servindo como exemplo da formação de nossos filhos, netos e Jovens, pois é neles que devemos alimentar a esperança de pessoas formadas por Princípios e valores , pautadas na ética e Moralidade.
Assista ao vídeo sobre ética  no site www.valeriareani.com.br
Prof.ª  Dr.ª Valéria Reani

REFERÊNCIAS.
CORTELLA, Mário Sérgio e  BARROS FILHO, Clovis de , Ética e Vergonha na Cara. Editora Papirus, 2014
HOLANDA, Aurélio Buarque, Novo Dicionário da língua portuguesa 5ª Edição, Editora Positivos, 2010
BUCKINGHAM, Will (Autor), KIM, Douglas (Tradutor), Livro da Filosofia e do Direito, Editora Globo, 2011


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